Scarpetta: italiano sofisticado no hotel Fountainebleau

Pra celebrar nosso aniversário de casamento, escolhemos jantar ontem no Scarpetta, o italiano do Fountainebleau. Eu não sou super fã do hotel, porque é imensos com literalmente milhares de apartamentos e aquela sensação de que você está num navio, com gente pra lá e pra cá.

Mas tenho que admitir que as piscinas de frente pro mar estão entre as mais bonitas de Miami, e pra quem procura um hotel com tudo dentro, restaurantes, balada, spa, ele é uma boa pedida.

Em minha opinião, a grande atração do Fountainebleau são seus oito restaurantes e entre eles, o Scarpetta é o melhor. Primeiro, o ambiente é lindo, principalmente o bar. Vale a pena chegar um pouco antes da reserva e escolher uma das mesinhas para bebericar, observar o movimento e admirar a decoração, extremamente bem realizada seguindo um tema náutico.

O cardápio para lá de interessante combina clássicos, como steak tartar com ovo de codorna, com pratos contemporâneos como o hamachi cru. As pastas são de ótima qualidade, e mesmo as mais simples, como o espaguete ao molho de tomates, tem um toque sofisticado no preparo.

Nós escolhemos compartilhar o hamachi e o agnelotti de carneiro como entradas e como prato principal, eu fui de steak tartare e o marido de pato. Todos os pratos foram preparados perfeitamente, o hamachi com um toque de sal grosso e ervas, e o agnelotti levando  menta para contrastar com o carneiro. Pra quem gosta de pato, o daqui figura entre os melhores de Miami, de acordo com o marido, que se diz especialista.

A lista de vinhos do Scarpetta e seríssima e com preços altos, mas há algumas opções razoáveis como o Chianti Clássico ou o Super Tuscan. Com uma garrafa de vinho de preço médio, um jantar no Scarpetta sai por cerca de US$ 85 por pessoa.

Escapada de fim de semana: Naples

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O restaurante Campiello em Naples

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O arquitetura mediterrânea do centrinho de Naples

Adora Miami mas quer dar uma escapada e passar um fim de semana diferente, longe da cidade? Naples, na costa oeste do estado e a menos de duas horas de Miami, é uma otima opção. Uma cidade típica de veraneio, Naples combina praia e tranquilidade com bons restaurantes, compras sofisticadas e eventos de nível internacional. Enquanto Miami exibe, Naples é discreta, guardando seus charmes.

A cidade oferece um número grande de hotéis, indo de bed and breakfast charmosos a resorts luxuoso, e o meu favorito é o Ritz-Carlton na Vanderbilt Beach (o Ritz Golf não é tão legal).

Localizado na praia, com vista panorâmica do golfo do México, o Ritz é um hotel de luxo tradicional, com um spa de primeira, centro de atividades para crianças e adolescentes e apartamentos extremamente confortáveis. O serviço é atencioso e discreto, e a clientela vai de famílias a casais procurando sossego.

A piscina do Ritz-Carlton em Naples

Naples não tem balada e depois da praia ou piscina, quase todo mundo sai pra fazer umas comprinhas, tomar um sorvete e passear no centrinho histórico.

Naples oferece opções de compras que não deixam a dever nada as grandes multimarcas de Milão ou Paris. A butique Marisa’s Collection, em downtown Naples, é uma multimarcas de alta qualidade, que vende marcas de alta moda como Lanvin, Valentino, Isabel Marant, entre outras. Outra opção para compras é o super charmoso Waterside Shops, um shopping com lojas que vão de Jcrew a Hermés e Cartier, em um ambiente ao ar livre pontuado por lindos espelhos d’água.

Por do sol em Naples

Não faltam bons restaurantes. Entre os meus favoritos estão o italiano Campiello e o Chopps City Grill, que serve comida americana moderna e o Sea Salt com bons peixes.

Mas antes de sair para o jantar, não deixe de encontrar um lugarzinho na praia para ver o pôr do sol maravilhoso, típico da costa oeste da Flórida. O meu lugar preferido é para passar o fim do dia é o restaurante Gumbo Limbo na praia atras do hotel Ritz-Carlton. Vale a pena mesmo para quem não esteja hospedado.

Passeios grátis em Miami

 

Bakehouse Artist Complex – uma cooperativa de artistas funciona neste prédio localizado bem no meio da Lincoln Road em Miami Beach. As mostras acontecem o ano todo e a entrada é sempre grátis.

Books and Books – Bill Clinton, Anthony Bourdain e Keith Richards são alguns dos autores que já participaram de noites de autógrafos na livraria Books and Books. Com lojas em Miami Beach, Coral Gables, no shopping Bal Harbour e até no aeroporto de Miami, a Books and Books se destaca por ser a única livraria independente da cidade, ou seja, não faz parte daqueles conglomerados como a Borders ou a Barnes and Noble. Os títulos são escolhidos a dedo, o staff sempre tem ótimas indicações e as noites com os autores são um programão.

Wynwood Arts Walk-no segundo sábado de cada mês, as galerias e os artistas da região de Wynwood, um bairro a poucos minutos de Downtown, ficam abertos até as altas horas para o Art Walk, que atrai milhares de pessoas. Eu gosto de começar a caminhada na Snitzer Gallery, uma das melhores da região, e dali seguir a galera, entrando nos estúdios e galerias. Não precisa reservar e a diversão é garantida.

The Wolfsonian–localizado em um dos prédios art-deco mais bonitos de Miami Beach, este museu foi criado pra abrigar uma coleção inusitada de objetos que ilustram o poder do design e exploram o significado da modernidade. São 120,000 objetos tais como livros raros, móveis, posters de propaganda política e objetos industriais, datando do período entre a revolução industrial e a segunda guerra. Toda sexta feira entre as 18 e as 21 horas, o museu fica aberto ao público gratuitamente.

The Shelborne: hotel Art Deco em Miami Beach

Eu fui conferir a reforma do The Shelborne, um dos hotéis do corredor Art Deco de South Beach que durante muitos anos ficou meio abandonado, mas reabriu recentemente.

A piscina do The Shelborne

Localizado em umas das partes mais hype da Collins Avenue, pertinho do The Delano, do The Setai e de outros hotéis chiques, o The Shelborne teve uns anos gloriosos na década de 40 e a reforma visava resgatar um pouco daquele glamur perdido nas últimas décadas.

Pra mim ficou claro que boa parte dos 20 milhões de dólares da reforma foram utilizados no lobby, restaurante e piscina, pois apenas 50 apartamentos foram reformados. Claro, quem escolhe um hotel nesta região, não pretende passar muito tempo dentro do quarto, mas quem ficar em um dos apartamentos antigos vai acabar decepcionado.

A piscina é o que o The Shelborne tem de melhor. De frente para a praia e rodeada por cabanas equipadas com TV, ar condicionado, geladeira e wi-fi, ela é animada pela clientela jovem e descolada.

O hotel cobra um resort fee de $25, que dá direito a cadeiras de praia, toalhas, um drink na happy hour e café da manhã básico. A tarifa começa em USD269 por noite na alta temporada, bem menos que outros hotéis da região. As cabanas são alugadas por $250 por dia (com este preço, melhor deixar pra lá).

Eu acho o The Shelborne legal para jovens que não esperam muito em matéria de serviço e que querem estar no meio do buchicho de South Beach. Mas principalmente recomendo tentar garantir um quarto reformado.

 

Páscoa em Miami

Eu vou passar a páscoa  no Brasil com os meus pais (yeahh!!) mas sei que um montão de vocês vão aproveitar o fim de semana em Miami pra dar uma passeada e fazer umas comprinhas (tô sabendo qual é a prioridade de vcs!!).

Então, queria contar um pouquinho sobre como é a páscoa por aqui. Não é novidade pra ninguém que Miami é super latina com cerca de 50 por cento da população proveniente de países da América do Sul (o resto da população é americana, com uma concentração enorme de judeus vindos de NY — Manhattan South, é um dos apelidos da cidade). O interessante é que aqui, muitos falam espanhol e se identificam como latinos mas nasceram nos Estados Unidos e mantém a tradição americana, ou seja, o ovinho de chocolate é pequenininho e as crianças tem que encontrá-los no jardim durante um jogo caça aos ovos, a “egg hunt”. Mas a maioria das famílias latinas são católicas e costumam ir à missa da páscoa.

A minha igreja favorita, a Little Flower, fica aqui pertinho da minha casa e bem em frente ao hotel Biltmore. Tem missa em inglês e em espanhol. Outra igreja católica muito singela é a St Jude na Brickell Avenue (quase do lado do hotel Four Seasons). Quem não for católico pode ir na Plymouth Congregational ou na Coral Gables Congregational, para serviços cristãos sem denominação específica.

Depois da missa, o costume é ir ao brunch em um dos hotéis chiques da cidade. O brunch do Biltmore é um exagero de comida mas fica pertinho da Little Flower e da Coral Gables Congregational. Já sugeri alguns lugares pra brunch aqui mas tem um monte de outros. Só não pode esquecer de fazer reserva.

Arrumando a mala para um destino chique

Carregar mala em aeroporto não tem nada de chique, então, quando viajo, se não couber na mala de rodinhas dentro do avião, eu não levo. Neste fim de semana, vou passar dias super corridos em NY, indo de uma reunião com um cliente prum jantar com amigos a uma festinha de família. Arrumei a minha malinha seguindo alguns princípios básicos que funcionam tanto para uma viagem curta quanto mais longa. 1. Looks definidos– a menos que seja uma viagem super casual para a praia, eu organizo os looks com antecedência. Separo tudo na cama e penduro cada look em um cabide de lavanderia. Uso um elástico para amarrar os cabides e ponho um saco de lavanderia por cima. Depois, é so dobrar o saco no meio e colocar na mala. Embora dê um pouquinho de trabalho, facilita muito quando chego ao destino. 2.Um baixo, um alto– durante o inverno eu viajo com uma bota de cano baixo, fácil de por e tirar no aeroporto. Na mala vai uma sapatilha e um sapato de salto alto.

Os acessórios vão enrolados no porta jóias

3. Um monte de acessórioseu normalmente levo pelo menos três peças cheias de personalidade, uma ou duas echarpes e uma carteira de mão ou minha querida wallet on a chain da Chanel.

4. Mini cosméticos – eu deixo um ziplock com miniaturas dos meus cosméticos do dia-a-dia já organizado e dentro da mala pra facilitar. A maquiagem é a mesma deste post.

T-shirts, pijama, sapatos, porta jóias no fundo a mala

Por fim, levo sempre menos do que acho que vou precisar, pois um dos prazeres de viajar para um destino chique e fazer umas comprinhas por lá. NYC here I come!