Para conhecer a história de Miami Beach: o Jewish Museum of Florida

Hoje é o Rosh Hashana, o ano novo judaico, e pra celebrar resolvi fazer um post sobre o Jewish Museum of Florida, o museu em Miami Beach dedicado a relatar a história dos judeus na Flórida.

Quem visita Miami facilmente percebe a influência latina, principalmente a cubana; mais difícil é ver a influência judaica, embora ela seja extremamente importante, afinal somente Nova Iorque tem uma comunidade judaica maior do que a de Miami.

Os judeus ajudaram a transformar Miami e principalmente Miami Beach no centro turístico de hoje, abrindo hotéis de luxo, fundando companhias de cruzeiros como a Carnival e a Caribbean Cruise Lines, e estabelecendo hospitais.

Vindos de cidades do sul dos Estados Unidos, os primeiros judeus chegaram na Flórida em 1776, mas só se instalaram em Miami em 1895. Embora desde o início tenham estabelecido negócios e organizações cívicas de porte, eles enfrentaram discriminação semelhante a dos negros, principalmente em Miami Beach, onde foram proibidos de morar ao norte da Fifth Street até a década de 50.

O Jewish Museum está instalado no prédio da primeira sinagoga de Miami Beach e exibe mais de 600 fotografias e documentos que contam uma história fascinante, e às vezes triste, como no caso do navio com quase mil judeus que tentou atracar em Miami Beach durante a segunda guerra mas que acabou sendo retornado à Europa.

Mas no final, é uma história de triunfos, com lindas fotos de cerimônias religiosas, do dia-a-dia dia e do charme da Miami Beach da década de 40 e 50.

Lincoln Road

Quem for visitar o museu, deve programar uma passadinha no Joe Stone Crabs, o restaurante mais antigo de Miami que serve os deliciosos stone crabs e que fica bem pertinho.

Brechós para fashionistas

Miami não é como LA ou New York onde alguns dos brechós são verdadeiros museus da moda, mas temos aqui alguns que vale a pena descobrir, principalmente quem sonha em encontrar grifes como Chanel ou Louboutin pela metade do preço.

O maior e mais antigos desses Brechos é o C Madeleine’s que fica em North Miami Beach. Prepare-se pra garimpar! Imenso e com um pouco de tudo, é preciso ter muuuuita paciência. Como é sempre o caso nos brechós, é tudo uma questão de experimentar um montão de coisas e dar sorte de encontrar o seu tamanho.

Sapatos no brechó Consign of the Time

A Consign of the Times e a Second Time Around ficam em South Beach, em uma travessa da Lincoln Road, praticamente uma em frente da outra. A Second Time Around vende looks mais recentes e casuais, tipo jeans e vestidos de verão, muitos de coleções bem recentes e praticamente novos. Recentemente, eu vi um montão daqueles jeans coloridos em cores pastel que vão ser a sensação do verão brasileiro.

jeans em cores pastel no Second Time Around

Consign of the Times tem um pouco de tudo mas o forte mesmo são os acessórios de grandes marcas como Chanel, Pucci e Louis Vuitton. Quando eu estive lá recentemente, achei um vestido lindo do Marc Jacobs e uma variedade legal de sapatos Fendi, Louboutin, Manolo Blaknik. Eu sinceramente, não sou muito chegada em comprar sapatos em brechó, mas nunca se sabe né? E como esses dois ficam ali no meio da Lincoln, vale sempre a pena dar uma olhadinha.

E vocês, gostam de brechós?

Dicas de Sunny Isles

Um amigo e leitor do blog está planejando passar uma semana em Miami no fim do ano e escolheu ficar em Sunny Isles. Então eu resolvi fazer uma listinha com as minhas dicas daquela região que espero sirvam pra ele e pra vocês também.

Com Bal Harbour ao sul, Aventura ao oeste e Golden Beach e Hollywood ao norte, Sunny Isles é um bairro rodeado de coisas legais. Quando eu me mudei pra Miami, Sunny Isles era cheio de prédios velhinhos e de gente aposentada, mas nos últimos cinco anos, a cidade (que na verdade é um município mais ou menos independente de Miami) se modernizou, com hotéis e prédios de luxo. Como tem muito apartamento pra temporada naquela área, não é difícil alugar um em um perto da praia por cerca de 150 dólares por dia. O site Airbnb, que eu usei pra alugar um apartamento em Paris, tem alguns em Sunny Isles.

Restaurante- na minha opinião, um dos melhores italianos de Miami é o Timo, que fica em num strip mall, aqueles pequenos shoppings que dão de frente pra avenidas, em Sunny Isles. Vale a pena ir ao Timo mesmo quem não estiver hospedado por perto. A cozinha é autêntica, o espaço aconchegante e as massas e  pizzas, de massa fininha, são uma delícia.

Farmácia Chique- pra quem gosta de comprar cosméticos em farmácia (e quem não gosta), fica em Sunny Isles uma Walgreens com um setor de beleza super diferenciado. A Look Boutique, parece uma mini Sephora, com marcas não encontradas em outras farmácias, tais como La-Roche Posay, Vichy, Rilastil, etc. Eles vendem também uma selecao enorme de esmaltes da OPI e eu comprei aquele produtinho pros cílios, o Lipocils, lá.

Eu super recomendo essa farmácia, embora seja meio longe de outras partes da cidade como Miami Beach ou Brickell. Acho até que vou dar uma passada nesse fim de semana e faço um post com mais detalhes pra vocês.

Mercado gourmet- o Epicure, um mercado gourmet que tem anos de tradição em Miami Beach, abriu recentemente em Sunny Isles. Tudo é delicioso e o destaque vai pra padaria e pros pratos prontos, principalmente os típicos judaicos. As carnes, caríssimas, estão entre as melhores de Miami. A melhor torta de maça também!

Gostaram de Sunny Isles? Qual sua região favorita de Miami?

Intermix e En Avance: multimarcas descoladíssimas

Eu, que adoro moda, mas não tenho muita paciência pra bater perna em shoppings enormes, prefiro as lojas menores e as multimarcas. Entre as minhas favoritas estão a Intermix e a En Avance, que vendem roupas de grifes legais, inusitadas e bem descoladas.

A En Avance no Design District é uma das melhores butiques de Miami. Sempre muito bem estocada com marcas exclusivas, a loja conta com o olho certeiro da dona, a Karen Quinones, que foi uma das primeiras lojistas a trazer high fashion pra Miami Beach há anos atrás.

Passei por lá recentemente e vi um monte de vestidos da Issa London, inclusive o azul marinho que ficou famoso por ser usado pela Kate Middleton na sua foto de noivado. Vi também as marcas francesas cult Isabel Marant, La Petite Salope e Barbara Bui, os vestidos de festa lindos de morrer do Naeem Khan e as roupas casuais da By Marlene Birger. Tem roupa masculina também meninos!

São duas Intermix em Miami, uma na Collins Avenue, bem pertinho da Zara e a outra no shopping Bal Harbour. A mercadoria é semelhante em ambas e inclui jeans da J-Brand, vestidos DVF e Herve Leger, camisetas da Splendid e um monte de acessórios. O lookbook deles pode ser acessado aqui.

E o melhor de tudo? O serviço. Em ambas as vendedores são prestativas, sugerem apenas o que cai bem e não ficam no seu pé.

A Topshop chegou

Foto cortesia da Nordstrom.com

Eu sei que vocês adoram a Topshop porque nos emails ficam indignadas quando eu digo que a marca não tem loja em Miami.

Pois alegrem-se, finalmente a Topshop chegou. Bom, mais ou menos.

A verdade é que a loja de departamentos Nordstrom do shopping Dadeland começa hoje a vender roupas da marca Topshop e Topman.

Pra quem não conhece, o estilo Topshop combina British rock and roll (couro, taxas e franjas) com um toque de menininha (vestidos estampados e camisas com gola redonda). Imagine o guarda roupa da Kate Moss, se tudo que ela usasse fosse baratinho.

Kate Moss usando Topshop

Como todas essas marcas de fast-fashion, o melhor é usar Topshop como tempero. Ou seja, misturar modelitos da marca com peças mais clássicas ou de melhor qualidade.

Quem usa Topshop? Todo mundo! Quer prova? Dá uma olhadinha nos fotos.

Famosas usando Topshop

Adorei por exemplo, o look da Olivia Palermo (última foto à direita). O bolero e a sandália Topshop combinadas com o vestidinho chique.

Restaurante da moda: Juvia

Acompanhar os restaurantes descolados em Miami dá um trabalhão porque eles, como a moda, mudam a cada estação. O Juvia despontou nesse verão e promete manter o status pelo menos até o fim do ano. Localizado na penthouse do prédio 1111 Lincoln, famoso por incorporar uma garagem desenhada pela firma de arquitetura Herzog & de Meuron, o atrativo é mesmo o ambiente que enche os olhos: um terraço à céu aberto que incorpora uma parede verde criada pelo famoso botanista Patrick Blanc, o salão principal com cozinha aberta e um bar animado, e vistas maravilhosas de Miami Beach.

A cozinha fica sob o comando de chefes provenientes de restaurantes famosos, inclusive o Nobu, mas a comida, que mistura influências da Ásia, Peru e França, é menos estrelada. Nós experimentamos quatro pratos: o ceviche de camarão e uma salada de palmito havaiano para entrada e um magret de canard e confit de carne de porco como prato principal, mas infelizmente, nenhum se destacou.

salada de palmito

O preço de $100 por pessoa com uma garrafa de vinho de segunda, é salgadinho. A minha sugestão? Ir ao Juvia tomar um drink no terraço antes ou depois de jantar no Yardbird ou no Macchialina.

Fotos: divulgação

Look do dia: pretinho básico, colar tchan

Eu sou fã de acessórios com muita personalidade, principalmente durante viagens quando eu costumo levar o mínimo necessário (vejam minhas dicas de como arrumar mala aqui). Um vestidinho preto meio sem graça muda completamente com uma boa dose de acessórios. E como os colares imensos continuam bombando, resolvi mostrar esse look que é fácil de executar usando um vestidinho que vocês já têm em casa.

O colar foi uma barganha na Zara em Miami Beach. Resolvi adotar o look mas não quis gastar muito pois duvido que vou continuar usando essa tendência por muito tempo. Outros similres online aqui.

O batom da Angelina Jolie

Há alguns anos atrás, a Angelina Jolie foi flagrada reaplicando um brilho nos lábios durante o Golden Globes, e o mundo parou com a mulherada querendo saber a marca. Pra muitos, foi a primeira vez que ouviram falar da Chantecaille, uma marca de cosméticos  queridinha de muitos famosos.

Eu já tinha reparado nos mostradores da Chantecaille na Saks mas admito que parei para experimentar os produtos depois da história da Angelina. E acabei adorando.

A Angelina usou o brilho chamado Love, um rosa clarinho, mas eu prefiro o Guava, que é uma mistura de nude, pêssego e rosa. Ambos são ótimos, com muito pigmento e textura não grudenta.

 O único problema? É duro de engolir brilho por $33.

As novidades do visto americano: depoimento de quem acabou de renovar

Eu moro nos Estados unidos desde 95, entao não tenho muita experiência tirando visto. Como muita coisa mudou recentemente,  pedi a uma amiga, a Isabel Palumbo, pra dar um depoimento de sua experiência renovando o visto. Espero que as dicas sejam úteis pra quem tiver passando pelo processo. E se você tirou seu visto recentemente, deixe um comentário no post contando sua experiência e com suas dicas. Esse assunto dá muito pano pra manga!

“Quando fui tirar meu visto pela primeira vez, em 2007, o processo foi bem demorado e complicado… Após preencher formulários e pagar taxas (uma para agendar a entrevista, uma para o visto e uma para o envio dos passaportes), fui ao Consulado Americano em São Paulo, que fica na Chácara Santo Antônio, um lugar um pouco longe para quem vai de transporte público ou táxi. Chegando lá, encontramos uma fila quilométrica e ônibus vindos de Minas Gerais e Rio de Janeiro, cheios de pessoas que engrossavam a fila. Minha sorte é que eu acompanhava minha irmã, grávida de 8 meses, e tivemos atendimento preferencial. Durante a entrevista, que se fazia em pé, em frente á um guichê como aqueles onde a gente compra ingresso pro cinema, nos perguntaram onde iríamos ficar nos EUA, com quem, para fazer o que, se tínhamos emprego, família, motivos para voltar ou ficar por lá. Visto concedido.

Recentemente, o governo americano facilitou o processo de retirada e renovação do visto em alguns casos para incentivar a entrada de brasileiros no país. Minha mãe e eu nos encaixamos em duas das categorias beneficiadas: renovação e idade superior a 64 anos. Fiquei curiosa em saber como seria o processo e se passaríamos pela mesma via crucis.

O processo começa no Site Oficial de Informações de Visto para os Estados Unidos, onde se faz um cadastro com o número do passaporte e a data de nascimento. As instruções são exibidas na tela, num passo a passo fácil de entender. A taxa, de US$ 160, pode ser paga pelo cartão de crédito ou pelo boleto. Mas atenção: o site avisa que nenhum pagamento será ressarcido, mas o sistema de boleto é confuso e gera um boleto novo a cada tentativa de acesso. O boleto pago tem um número de confirmação, que deve ser inserido junto de cada nome para liberar o agendamento da entrevista. Minha dica é imprimir ou salvar em PDF o boleto mesmo que for fazer o pagamento via internet. A parte mais chata ainda é o preenchimento do formulário DS-160, que continua com as perguntas ridículas de segurança, do tipo “pretende cometer um atentado terrorista” e “esteve envolvido no tráfico de órgãos humanos”.

Com tudo pronto, pago e preenchido, agendamos uma entrevista em um posto de atendimento consular que, em São Paulo, tem dois endereços: um na Vila Mariana e um no Alto de Pinheiros, que foi o que escolhemos por ser mais perto de onde estávamos hospedadas. O período de espera é curto, dois ou três dias. Antes de ir, confira TODOS os documentos necessários. Sem eles, não se passa nem da porta. Claaaaaro que eu esqueci um deles: a confirmação de agendamento. Minha sorte foi que, ao lado do posto consular, tem uma portinha com alguns computadores onde uns meninos imprimem o que faltou por um preço um pouco salgado. Não levamos 5 minutos para completar todo o processo. A fila deveria ter no máximo 5 pessoas. Uma vez lá dentro, conferiram nossos documentos, perguntaram a idade da minha mãe (70 anos) e nos encaminharam para o guichê de atendimento (a cabine de ingresso de cinema não mudou) onde entreguei os passaportes e os formulários, tiramos fotos e colheram nossas digitais. Não nos foi perguntado nada e, simples assim, nossos visto foram concedidos! Os passaportes chegaram em casa duas semanas depois, pela transportadora DHL. Agora é esperar a data da viagem e aproveitar!

O que usar em Miami em setembro

  

Eu quase não fiz esse post. Afinal de contas, setembro em Miami não é muito diferente de agosto e com esse calorão, não dá pra ser muito chique. Mas como a gente tem que se virar pra sair apresentável, eu ultimamente tenho usado muitas camisas de seda, e essa é a minha favorita. O shorts, por ser de seda, fica mais arrumadinho e o sapato e a bolsa completam o look.

Camisa: Theory, similar aqui

Shorts: Sandro, similar aqui

Sapato: meu Louboutin favorito e velhinho: similar aqui

Bolsa Chanel: comprada em Paris recentemente