Cultura em Miami: a temporada de ópera de 2013/2014

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Tosca de Puccini sera apresentada em abril de 2014 no Performing Arts Center

Pouca gente sabe que Miami tem uma companhia de ópera que além de apresentar produções de primeira, é uma das mais importantes dos Estados Unidos.

Cantada em língua estrangeira, com enredo muitas vezes incompreensível e público geralmente mais idoso, ópera pode parecer difícil de entender. Mas a beleza da voz humana e a qualidade da música são indiscutíveis e todo mundo entende.

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Mourning Becomes Electra, uma das óperas da temporada de 2013/14 em Miami

Quem nunca foi à ópera e gostaria de experimentar, a minha sugestão é se preparar antes de ir. Leia um resumo do libretto, aprenda um pouquinho sobre o compositor e abra o seu coração para a música. Com um pouco de informação, você entenderá melhor a história e se sentirá mais por dentro. A ópera é a mais completa das artes cênicas e uma experiência inigualável. Deu pra ver que sou fã?

A temporada de 2013-2014 da Florida Grand Opera traz alguns clássicos do repertório mundial, como Tosca de Puccini, mas também produções das óperas Thais e Mourning Becomes Electra, que são pouco conhecidas. A última foi escrita por um compositor  contemporâneo em inglês (não recomendo para os noviços).

Vale lembrar que ninguém precisa de smoking ou de vestido longo para ir (embora na abertura da temporada haja sempre uma festa de gala). Em Miami, a maioria das pessoas se vestem bem para ir aos espetáculos, mas sem muita afetação.

Para saber mais e comprar ingressos, visite o site www.floridagrandopera.com.

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Joshua Bell e Cleveland Orchestra no Arsht Center

Quem estiver em Miami no fim de semana do dia 25 terá a oportunidade de ouvir uma orquestra de primeira linha acompanhando o Joshua Bell, um dos mais importantes violinistas do mundo, que ainda por cima toca um Stradivarius de 300 anos.

Eu já recomendei a Cleveland Orchestra aqui no blog porque são poucas as orquestras deste nível no mundo inteiro, e pouca gente sabe que ela se apresenta em Miami. Mas este espetáculo tem um significado maior pra mim pois tenho uma admiração especial pelo Joshua Bell, que tive o prazer de ver pela primeira vez durante uma master class na Indiana University (IU) onde estudei (ele se formou pela escola de música da IU e volta frequentemente ao campus para dar master classes para os alunos).

Apesar de ter estudado música na infância e na adolescência, antes de chegar na IU, eu tinha tido poucas oportunidades de ver grandes orquestras, ou assistir a prodígios da música. Quando eu fui ver o Joshua, tinha chegado à universidade faziam apenas alguns meses e estava passando por um processo de adaptação difícil, longe de casa e da minha família. A expêriencia de estar naquela master class, a menos de um metro de um verdadeiro gênio da música, abriu os meus olhos para a oportunidade maravilhosa que eu estava tendo de estudar naquela universidade. Naquele dia ficou claro pra mim que eu tinha feito a escolha certa ao vir pros Estados Unidos.

Essa é a minha historinha. Pra quem não conhece o Joshua, fica aqui um video dele tocando As Quatro Estações de Vivaldi durante um ensaio. Lindo, não?

Concertos ao vivo: programa bom e barato

Eu detesto ficar batendo na mesma tecla, mas quem vem pra Miami e fica enfiado em shopping, acaba perdendo a oportunidade de conhecer um lado super legal da cidade. Embora não seja nenhuma Nova Iorque, Miami oferece opções culturais de alta qualidade, principalmente em música clássica e ballet.

A New World Symphony é um bom exemplo. Esse ano, a orquestra comemora 15 anos com uma temporada que vai contar com a participação de convidados especiais como o pianista Yefim Bronfman, o violoncelista Yo-Yo Ma e músicos solistas da Filarmônica de Viena.

Euzinha na frente do prédio da New World Symphony, antes da apresentação

Além dos concertos mais longos e formais, a orquestra faz miniconcertos de 30 minutos que custam apenas USD $2.50 e muitas das apresentações são projetadas em um telão na frente do teatro. Quer ir? Visite o site da New World Symphony.

Evitando o óbvio

Todo mundo vem a Miami pra fazer compras, mas pra ir a uma apresentação de uma das melhores orquestras do mundo? Muito poucos. Quem quiser conhecer o outro lado de Miami, vale a pena agendar uma performance da Cleveland Orchestra, a super orquestra que faz residência por aqui de janeiro a março. Os concertos acontecem no Performing Arts Center em Downtown, teatro arquitetado pelo argentino Cesar Pelli.

Quando estiver por lá, não perca os mosaicos maravilhosos do artista cubano Jose Bedia.